As 4 principais consequências de pagar com atraso as parcelas do financiamento imobiliário

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Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias que estão endividadas no Brasil chegou a 67,5% em maio deste ano. Esse percentual mostra quantas pessoas no país infelizmente não têm conseguido manter o pagamento de suas contas em dia, o que reforça a importância do planejamento financeiro.

Ao recorrer ao financiamento para comprar um imóvel, essa necessidade de planejamento é ainda maior. Isso porque, as consequências podem ir desde o pagamento de juros e multas, tornando a dívida cada vez mais difícil de ser paga, até a perda do imóvel para o banco.

No texto de hoje vamos mostrar o que pode acontecer quando as parcelas do financiamento imobiliário não são pagas em dia. Confira.

1. Inscrição do nome em órgãos de proteção ao crédito

Ao manter o pagamento de contas em geral em dia, é possível alcançar o score positivo em serviços responsáveis pela análise de crédito, como o Serasa. Essa pontuação é um dos principais indicadores levados em conta pelas empresas quando os clientes fazem pedidos de financiamento, solicitam aberturas de crediário em lojas, entre outras ações. 

Em contrapartida, não fazer o pagamento das contas na data correta pode fazer com que o nome da pessoa seja incluído na lista de devedores nesses serviços de proteção ao crédito. Com isso, torna- se muito difícil abrir conta bancária, conseguir crédito para finalidades diversas ou ainda comprar produtos parcelados em estabelecimentos comerciais.

Portanto, essa é outra consequência natural de quem não consegue pagar as parcelas em dia: o risco de ter o CPF inscrito no SPC e Serasa.

2. Cobranças contínuas

Quem deixa parcelas em atraso também precisa lidar com a cobrança que as instituições financeiras costumam fazer, principalmente por telefone. Geralmente, esse trabalho é feito por empresas especializadas em cobrança, que ligam para o cliente para falar sobre as prestações que estão pendentes. Sendo assim, é preciso ter jogo de cintura para lidar com esse tipo de situação a fim de evitar desentendimentos e mais dores de cabeça. 

3. Pagamento de juros e multa

Outra consequência de pagar em atraso as parcelas do financiamento imobiliário é a cobrança de juros e multa por parte das instituições financeiras. Considerada muito comum nas transações que envolvem concessão de crédito, essa prática acaba dificultando muito a vida das pessoas que se encontram em situação de inadimplência.

E por que isso acontece? Porque o pagamento em atraso faz com que o valor das parcelas aumente significativamente justamente pela cobrança de juros e multa. Logo, quem deixa de quitar muitas prestações pode ver o valor da dívida dobrar ou até mesmo triplicar, dependendo da quantidade de meses inadimplentes.

4. Risco de perder o imóvel

E engana-se quem pensa que a incidência de juros, multas e o aumento do valor da dívida são as consequências mais graves quando as prestações de um financiamento imobiliário não são pagas.

De acordo com o Art. 26 da Lei 9.514, após 30 dias do vencimento de uma ou mais parcelas, a instituição financeira pode começar o procedimento de execução extrajudicial no contrato notificando o devedor e dando até 15 dias para o pagamento da dívida.

Caso não exista nenhum tipo de manifestação por parte do cliente durante esse prazo, o banco pode entrar com uma ação judicial para levar o imóvel do inadimplente a leilão. Portanto, para evitar todas essas consequências, o mais indicado é realmente buscar manter o pagamento das parcelas em dia. No entanto, caso algum imprevisto aconteça e as prestações acabam atrasando, o ideal é procurar a instituição financeira para tentar renegociar os valores em aberto.

Diante de todas essas consequências, fica claro que na hora de financiar um imóvel é preciso ter muita cautela e atenção com relação ao planejamento financeiro. Afinal, é comum que o valor do crédito imobiliário comprometa boa parte da renda mensal da família. Logo, é preciso se organizar para evitar todos os problemas e dores de cabeça que podem acontecer em decorrência da inadimplência.

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